sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Boa noite, dois mil e onze

"Deixa essa noite saber que o dia foi pouco. Cuida bem de mim, então misture tudo dentro de nós. Porque ninguém vai dormir nosso sonho..."

Quantas razões um ser humano tem para ser feliz? Quantos momentos, quanto dinheiro, quantos amigos, sorrisos, quantas vitórias, quanto sexo, quanto amor, quanta destreza, quanta riqueza e quanta droga é necessária para topar com o ser feliz? Dois mil e onze que trouxe mil novas perguntas. E quem sabe essa única resposta.
Neve em Nova Iorque, museus em Washington, mil esperas, estadas, escalas e escadas, Floripa, frio em Curitiba, Brasília, frio em Medianeira, chuva em Foz do Iguaçu, praia e Rock in Rio, Porto Alegre e de novo o Paraná. E de novo Florianópolis. De novo. Ir, voltar, pensar, pensar. Dois namoros, dois gêneros, dois lados, dois tudo. Muito barulho, muito texto, muito sexo, poucas sextas-feiras, muita sexta fase.
Artigos, eventos, viagens, bebidas, suicídios diários, alergias, fluoxetinas, insulinas, sisos, hospitais públicos, DSTs, medos, presentes, beijos, etc três pontos e.
Quantas razões? Estar vivo. Ser humano. E amar.

sábado, 14 de agosto de 2010

entope

,foi ai que decidi fugir do estúpido que entope e transborda de tanta ausência, entre esse rei-Ego maníaco absoluto e o cansaço inábil que invade, dói e que se perde em conjugações verbais, em adjetivos e substantivos, em tanta metalinguagem/metafísica. Pra fugir desse todo vazio, de tanto nada, das palavras. Pra fugir do











fim.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Acumular milhas, George Clooney. Milhas!

- Foda- se. Eu não preciso de porcaria de amigos. Mas de alguém pra dividir vontades insaciáveis: esse espaço entre o céu e o chão, entre a língua e o céu da boca, que qualquer um tem necessidade de completar, e não consegue assim tão simples. Os amigos que tenho são lindos, e eu sou feliz demais por tê-los comigo, sempre. Porque quando te conheci, do jeito errado que lhe conheci, não era com a intenção de ter um amigo, ou um colega de legislação tributária. Era por precisar tanto e tanto de alguém ao meu lado preenchendo vazios que eu não sabia nem que existiam em mim. Eu não quero mais ser amigo de ninguém, não é de hoje que desacreditei em fazer novas amizades. E não é como se estivesse falando: Atenção, a partir dessa altura da fila você não pode mais entrar no brinquedo. É a sinceridade, ou a grosseria implícita em cada silêncio que faço que concluem que eu não vou conseguir, pelo tempo que for necessário, lhe imaginar como um colega qualquer, sentado na fila da frente em legislação tributária duas vezes por semana.
- Também não tinha essa intenção. Aconteceu?
- ...Ou, por um lado mais poético, dá pra gente tentar, sair fumar um dia desses, encher a cara, tem jogo da copa, sermos amigos e só.
- Mas por um lado menos poético...
- ...As coisas não são bem assim.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

O roubo, a doença e a dor

E que aonde haja cabisbaixa, um sussurro, uma lágrima, um pedido de perdão. Que haja amor, que haja vida. Que o verbo existir complete toda, e que o verbo complete tudo, em qualquer oração. Que o perdão seja claro, que o perdão seja farto, ou alivie a dor. Paz, Senhor. Paz, sem dor. Paz.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Por não conseguir mais atravessar nenhum Inverno, mesmo quando Outuno

"Preciso agora da tua mão sobre a minha cabeça. Que eu não perca a capacidade de amar, de ver, de sentir. (...) Que eu não me perca, que eu não me fira, que não me firam, que eu não fira ninguém".

não conseguir mais atravessar estes invernos sem sentir a brisa do teu amor, tocando meu peito frio, que sucumbe com a força do vento Sul, Norte, Leste e Oeste, nessa Ilha maldita, quente, de ventos apavorantes, de amor, de amor, de amor. Venha logo descongelar o tempo inerte, ainda perdido naquela cena em que nos olhávamos estranhos embaixo da chuva e que sorríamos e acreditávamos em tanta coisa, a espera de um futuro lindo, quem sabe juntos, quem sabe em Curitiba, quem sabe aqui mesmo nessa ilha de ventos tristes, que sucumbem em pedras e praias e peitos cansados, forçando os lábios a alguma direção, algum sorriso, alguém. Preciso de ti aqui, hoje, juntando forças comigo contra esses ventos que me abatem na ilha, na Serra, em qualquer lugar. Que me empurram e me levam e elevam pra tantos lugares distintos, que não ao teu cheiro, que não a tua casa. Mas ao meu desespero. Que me afastam de ti, amor. E do meu eu em você. Do nosso nós em si. De mim, de mim, de mim.

domingo, 14 de março de 2010

tipo 1

Que o que aconteceu de pior, mudou tudo pra melhor. Preocupa isso, ou deve ser sempre assim? O ruim em si, o melhor em mim.